Número de mortos pelo ciclone Idai, no sudeste da África, passa de 1 mil

Cerca de 60% das mortes foram registradas em Moçambique, país mais afetado pela tempestade. Casos de cólera ultrapassaram 4 mil, segundo agência.

Por G1 (Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo)

10/04/2019 19h05  Atualizado há 5 horas

Passou de 1 mil o número de mortos pelo ciclone Idai, que devastou MoçambiqueZimbábue Malaui há quase um mês. As autoridades locais registraram os seguintes balanços de vítimas nesta quarta-feira (10):

  • Moçambique: 602 mortos;
  • Zimbábue: 344 mortos;
  • Malaui: 59 mortos.

Segundo a agência Associated Press, o número de vítimas deve aumentar. Inclusive, talvez nunca se chegue a um total de mortos definitivo. Isso porque ainda há um número desconhecido de desaparecidos, e ainda existe o risco relacionado às doenças decorrentes dos alagamentos causados pelo ciclone Idai.

Mulher recebe vacina contra cólera em Beira, Moçambique — Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo
Mulher recebe vacina contra cólera em Beira, Moçambique — Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo

Os casos de cólera, inclusive, passaram de 4 mil nesta quarta – a doença é transmitida pela contaminação de água e alimentos por uma bactéria. Sete pessoas morreram por causa do cólera até terça-feira.

maioria dos casos do cólera foi registrada na cidade portuária de Beira, em Moçambique, a mais devastada pelo ciclone Idai. Os ventos destruíram casas e causaram enchentes, matando centenas de pessoas e deixando muitos desabrigados.

Crianças carregam livros sujos por alagamentos causados pelo ciclone Idai em Moçambique — Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo
Crianças carregam livros sujos por alagamentos causados pelo ciclone Idai em Moçambique — Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo

Além disso, a tempestade destruiu o sistema de água à população de Beira. O abastecimento voltou há poucos dias, mas só é suficiente para cerca de 60% da população da cidade, que tem cerca de 500 mil habitantes.

Há também o receio de um surto de malária na região, uma vez que focos do mosquito causador da doença se formaram nas poças deixadas pelos alagamentos.

Ciclone Idai

Homem acena perto da sua casa inundada após a passagem do Ciclone Idai no distrito de Buzi, perto de Beira, em Moçambique — Foto: Reuters/Siphiwe Sibeko
Homem acena perto da sua casa inundada após a passagem do Ciclone Idai no distrito de Buzi, perto de Beira, em Moçambique — Foto: Reuters/Siphiwe Sibeko

O ciclone Idai tocou o solo de Moçambique em 14 de março, e deixou rastro de destruição pelos três países por onde passou. Os ventos ultrapassaram 140 km/h, e destruíram casas e causaram alagamentos.

Por causa dos estragos, dezenas de ONGs, organizações internacionais e governos de países enviaram ajuda humanitária com alimentos e equipamentos de saúde. Bombeiros brasileiros que atuaram no desastre de Brumadinho (MG) também participaram das operações.

Além disso, após os registros de cólera, a Organização Mundial da Saúde mandou carregamentos com doses de vacina contra a doença.

Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1
Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1


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