Após criticar Instituto Hospital de Base na campanha, Ibaneis admite levar modelo a outras unidades

Projeto implementado por Rollemberg ‘tem que se espalhar pelo Distrito Federal’, diz governador. Nesta segunda, Ibaneis decretou situação de emergência na saúde na capital.

Por Luisa Doyle, Beatriz Pataro e Gabriel Luiz, G1 DF e TV Globo (Foto: Renato Alves/GDF)

07/01/2019 11h58  Atualizado há 19 minutos

Ao decretar situação de emergência na saúde do Distrito Federal nesta segunda-feira (7), o governador Ibaneis Rocha (MDB) elogiou o modelo de gestão do Hospital de Base, implementado pelo antecessor, Rodrigo Rollemberg(PSB).

Segundo Ibaneis – que criticou a administração da unidade de saúde via instituto durante a campanha –, o modelo deveria ser replicado em outras unidades de saúde.

“Critiquei o modelo do Instituto Hospital de Base, e o governador Rollemberg não me explicou como era. Agora, vejo que é um modelo que tem que se espalhar pelo Distrito Federal.”

Quando Ibaneis ainda era candidato, chegou a falar em acabar com o modelo de instituto, em um discurso para agradar sindicalistas e servidores. O grupo é contrário a este tipo de gestão, por considerar que ele privatiza a saúde.

No discurso desta segunda, Ibaneis disse que não vai repetir o erro dos outros governadores. “Por que mais um decreto emergencial na saúde? Todos os governos anteriores fizeram isso, e não adiantou. Mas a intenção é que este decreto seja apenas um passo inicial mesmo. É para ser emergencial e durar pouco tempo.”

Governador Ibaneis Rocha após assinatura de situação de emergência na saúde do DF — Foto: Renato Alves/GDF
Governador Ibaneis Rocha após assinatura de situação de emergência na saúde do DF — Foto: Renato Alves/GDF

SOS DF

Para dar conta do problema, o governador anunciou o SOS DF voltado para a área da saúde. Uma das primeiras medidas, segundo ele, é dos mutirões para zerar a fila de cirurgia cardíacas.

Sem previsão de novas contratações, o governo aposta na liberação de de horas extras e na convocação de médicos já aposentados com a contrapartida de uma gratificação. Também há a criação de um “terceiro turno”, chamando servidores para também trabalhar à noite.

“Chegamos no caos da saúde, as pessoas estão morrendo e sofrendo. Com isso não podemos compactuar. Essas medidas trazem conjunto de atitudes que vão melhorar a saúde no DF.”


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