Fernando Fernandes aceita convite para ser administrador de Ceilândia e Telma Rufino volta à CLDF

Os dois são do mesmo partido, o Pros. Delegado foi segundo distrital mais votado em outubro.

Por Gabriel Luiz e Beatriz Pataro, G1 DF e TV Globo (Foto: Facebook/Reprodução)

03/01/2019 11h07  Atualizado há uma hora

O deputado distrital Fernando Fernandes (Pros) será o novo administrador de Ceilândia durante a gestão Ibaneis Rocha (MDB). A informação foi confirmada pela equipe do governador. Ao G1, a equipe do deputado disse que ele aceitou o convite.

O parlamentar – delegado da Polícia Civil – foi o segundo distrital mais votado em outubro de 2018, com 29.420 votos. Com isso, a ex-deputada Telma Rufino (Pros) reassume a cadeira dela na Câmara Legislativa, como suplente.

A nomeação do deputado como administrador ainda precisa ser publicada no Diário Oficial. Não há previsão para isso – até esta quinta-feira (3), nenhum administrador regional havia sido nomeado.

Segundo o governo, Fernando Fernandes foi escolhido porque Ceilândia é “o maior colégio eleitoral dele” e porque ele “conhece bem a região”. Ceilândia é a maior região do DF, com cerca de 490 mil habitantes.

Salário menor

Além de abrir mão do mandato, o delegado vai deixar de receber os R$ 25,3 mil mensais brutos, aos quais teria direito como deputado para ter salário de R$ 14,4 mil como administrador.

Telma Rufino chegou a ser nomeada como assessora especial do Pros na Câmara Legislativa. Ela ganharia R$ 15 mil por mês. No entanto, ao assumir o lugar de Fernando Fernandes, também voltará a receber o salário de distrital.

Ao G1, a equipe de Fernando Fernandes informou que ele aceitou o convite porque recebeu a promessa de autonomia, para trabalhar como uma espécie de prefeito. Por isso, disse acreditar que vai fazer mais pela região como administrador do que como deputado.

A distrital Telma Rufino, da CLDF — Foto: Divulgação/Mardonio Vieira
A distrital Telma Rufino, da CLDF — Foto: Divulgação/Mardonio Vieira

Antes, Telma Rufino tinha perdido a cadeira na CLDF após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devolver o registro de candidatura a Jaqueline Silva (PTB). Com a decisão, Telma – que teve menos votos que a concorrente nas urnas – não conseguiu se manter entre os 24 parlamentares eleitos depois do cálculo do quociente eleitoral.

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