Resolução de fim de ano parte 1: não aposente seu cérebro

Há muitas formas de manter a mente ativa: aprender coisas novas, exercitar-se, socializar e ajudar os outros

Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro (Foto:https://commons.wikimedia.org/wiki/File:TabletPC_Parkwohnstift_04.JPG)

27/12/2018 06h00  Atualizado há 9 horas

Uma das resoluções de fim de ano mais importantes é comprometer-se a manter seu cérebro feliz. Não é tão difícil conseguir esse objetivo, há quatro elementos capazes de “alimentar” esse circuito virtuoso: aprender coisas novas, exercitar-se, socializar e ajudar os outros. Incorporar o exercício ao seu dia a dia é mandatório, como o médico repete o médico à exaustão, mas inclua os demais itens à sua rotina.

Procure experiências e atividades que deem trabalho ao cérebro: de aprender uma nova língua (há cursos gratuitos on-line) a dançar. Comece com um diário, pense em escrever suas memórias para os descendentes. Toda vez que nos sentimos valorizados por alguma contribuição, produzimos hormônios ligados à felicidade. Por isso compartilhar o que sabemos e ajudar os outros têm um efeito tão poderoso. Isolar-se tem o resultado oposto.

Sem ideias de como começar? Lembre-se do que gostava aos 20 anos. Será que não dá resgatar esses interesses? Domina algum campo de conhecimento que pode ser útil para outras pessoas? Pense num trabalho voluntário, que vai “remunerar” você de uma forma mais profunda do que jamais imaginou. Procure estar em contato com a natureza, que vai ajudá-lo a transformar pequenos momentos em grandes prazeres. Seu cérebro é a soma do que você vê, fala, pensa, ri. Imagine o início da velhice como uma nova adolescência. Aliás, o termo gerontolescente tem exatamente esse propósito: a vida ainda tem muito a oferecer, não se recolha aos aposentos.


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