DF entra em estado de alerta contra Aedes aegypti; veja situação por região administrativa

Por G1 DF (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

 

O risco de contaminação pelo mosquito Aedes aegypti no Distrito Federal aumentou nos últimos meses. Segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (26), 15 regiões administrativas estão em situação de “alerta”, e quatro estão em estado ainda mais grave, considerado de “risco”. Apenas 12 apresentam índice “satisfatório”.

Em agosto, o mesmo relatório havia apontado 31 regiões em estado satisfatório e duas em situação de alerta. A pasta atribuiu a piora da situação à atual época de chuvas – desde 1º de novembro, o DF registrou 371,4 mm de precipitação, segundo o Inmet. A média histórica do mês é de 227 mm.

Em agosto, o Índice de Infestação Predial (IIP) era de 0,2%. Em novembro, chegou a 1,48% – veja a situação por RA no gráfico abaixo.

As regiões em pior situação são, em ordem, Lago NorteFercalLago SulSobradinho II. Nesses locais, há maior necessidade de engajamento da população, segundo a secretaria.

“Nos lagos Norte e Sul, tivemos infestação maior em vasinhos de plantas, que acumulam água. Na Fercal, o maior número de focos foi no lixo e, em Sobradinho II, tivemos mais registros em reservatórios em nível de solo, como em barris e tonéis para acumular água”, afirmou o secretário de Saúde, Humberto Fonseca.

“Este é o momento de a gente começar a agir para evitar que o mosquito possa nascer e causar o aumento do índice de dengue no Distrito Federal.”

Aedes aegypti

O mosquito Aedes aegypti é vetor de graves doenças infecciosas, como dengue, zika e febre chikungunya.

Sintomas das doenças — Foto: Arte/G1Sintomas das doenças — Foto: Arte/G1

Sintomas das doenças — Foto: Arte/G1

No último boletim epidemiológico, a Secretaria de Saúde registrou em 2018 um total de 1.913 casos prováveis de dengue em pessoas que residem no DF. Ocorreram três casos graves e uma morte. No mesmo período de 2017, houve 21 casos graves e 12 mortes por dengue.

Se considerado todo o Brasil, a chikungunya foi a doença transmitida pelo Aedes que mais matou em 2017. Ainda não há uma vacina disponível, nem um medicamento aprovado específico contra o vírus.

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