Topógrafo que achou granada em bueiro perto do QG do Exército diz ter levado bronca da mãe

Arsenal estava guardado em saco plástico e foi detonado. Polícia investiga procedência dos explosivos.

Por G1 DF e TV Globo

 

topógrafo de Brasília que encontrou, sem querer, três granadas dentro de um bueiro no Setor Militar Urbano disse ter levado bronca da mãe quando voltou para casa. Os artefatos foram achados durante trabalhos de medição, na tarde de quarta-feira (22).

Era mais um dia de expediente, quando o jovem de 25 anos viveu momentos de aventura: sem saber o que era, ele acabou mexendo no arsenal. Quando a mãe soube, Jefferson já levou bronca.

“Ela disse: ‘Ah, você é doido! Mexendo com essas coisas’… Coisa de mãe.”

Na ocasião, ele estava em um bueiro que tem de três a quatro metros de profundidade, na frente do Quartel General do Exército. Os explosivos estavam em uma sacola plástica de supermercado. Quando percebeu que eram granadas, ligou para o 190.

Granadas encontradas em bueiro são detonadas em região central de Brasília
Granadas encontradas em bueiro são detonadas em região central de Brasília

“Fiquei olhando a sacola, fiquei pisando. Aí depois que fui ver quando ela estava aberta, que eu já vi o primeiro pino e vi que era uma granada”, afirmou Jefferson Lopes, que trabalha medindo bueiros.

“Eu não fiquei com medo, não. Só peguei mesmo, subi e pronto. Assustei, não.”

Granadas encontradas por topógrafo de Brasília (Foto: Reprodução/TV Globo)
Granadas encontradas por topógrafo de Brasília (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cerca de 20 profissionais trabalharam na operação, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Militar. O trânsito na região foi interrompido para que as três granadas fossem detonadas.

Bueiro onde foram encontradas granadas (Foto: Reprodução/TV Globo)
Bueiro onde foram encontradas granadas (Foto: Reprodução/TV Globo)

Um dos policiais do Bope diz que, de fato, foi arriscado ele ter retirado a sacola com as granadas. “Ao movimentar, por ele não ter experiência, ele poderia sem querer acionar a granada. Ele acionando a granada, corria o risco iminente de morte, uma amputação, perder a mão”, declarou o sargento Dyan Calista, chefe do esquadrão antibombas.

A Polícia Civil vai investigar a procedência dos explosivos, com base na numeração. O que se sabe é que os artefatos são antigos, mas ainda apresentavam perigo. A orientação em casos assim é não tocar no objeto e acionar o 190.

Jefferson Lopes, topógrafo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Jefferson Lopes, topógrafo (Foto: Reprodução/TV Globo)

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