Biomédica faz campanha para pagar tratamento contra câncer no fígado, em Águas Lindas de Goiás

Ela mora com a mãe e o filho. Com uma renda mensal de cerca de R$ 150, ela precisa de R$ 15 mil para fazer a última sessão de quimioterapia.

Por Vitor Santana, G1 GO

 

A Biomédica Ana Carolina Setubal Ramos luta contra câncer no fígado, em Águas lindas de Goiás (Foto: Ana Carolina Setubal/Arquivo Pessoal)

A biomédica Ana Carolina Setubal Ramos, de 33 anos, está fazendo uma campanha para conseguir pagar o tratamento para combater um câncer no fígado. Ela mora em Águas Lindas de Goiáscom a mãe e o filho, e a única fonte de renda da família é o Bolsa Família. Ela precisa de cerca de R$ 15 mil para fazer a última sessão de quimioterapia que precisa para eliminar o tumor.

Ana descobriu o tumor em 2015, quando começou a sentir dores muito fortes no abdômen, como se fosse uma gastrite. Incialmente, eram nódulos benignos, mas como ela não conseguiu tratamento a tempo pela rede pública e não tinha o dinheiro necessário para fazer as quimioterapias e comprar os medicamentos, a doença evoluiu.

Com isso, ela precisou parar de trabalhar. A mãe também deixou o emprego como governanta para cuidar de Ana. “Eu entrei em uma fila de espera para tratamento pela rede pública, mas nunca fui chamada para começar. Então decidi tentar particular. Eu precisava comprar três caixas de um remédio por mês e o tratamento durava quatro meses. Cada caixa chegava a custar de R$ 15 mil a R$ 19 mil”, disse.

A biomédica também está em uma fila para transplantes de fígado, mas ainda não achou doador compatível. Durante muito tempo, ficou na agonia de não saber o que fazer devido à falta de dinheiro.

“Eu não conseguia trabalhar, minha renda é de R$ 148 do Bolsa Família, não conseguia pagar os remédios, recebi aviso de despejo, tive água e luz cortada”, disse.

Porém, amigos começaram uma campanha para conseguir doações para que ela fizesse um tratamento contínuo contra o câncer no início deste ano. Há quatro meses ela conseguiu o dinheiro para começar as sessões de quimioterapia.

“Consegui fazer cinco sessões com as doações que recebi. O tumor cresceu até 7 milímetros, aí reduziu para 5 milímetros e estabilizou nesse tamanho. Agora, nessa última sessão, é para acabar de vez com o câncer”, disse, esperançosa no sucesso do tratamento.

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